ARTE ESPÍRITA

Tenho pensado muito no assunto e acho que nesse mês conseguimos progresso no estudo da arte espírita no campo do espectador. Nos ultimos anos alguns artistas tem estudado muito o fazer artístico e num primeiro momento dividimos essas indagações provenientes de uma nova proposta de se pensar a arte à luz do espiritismo com um público que não produz arte. De uma certa forma, lógica inclusive, não foram alcançados muitos frutos uma vez que os ouvintes, na sua maioria, não eram produtores de arte. Agora, após o estudo de sábado, começo a perceber que começamos a tocar o lado de quem aprecia. E me pergunto: Fez alguma diferença?
Pra mim está fazendo...Alguns apontamentos feitos no estudo foram muito importantes pra nos convidarmos a pensar. Ao citarmos bandas de nosso gosto pudemos vislumbrar algumas caracterísitcas, que analisadas pela filosofia espiritista, não se adequam ao ideal de música para o homem de bem. Não estou fazendo apologia à música clássica, mas também não estou dizendo que devemos, então, ouvir de tudo. Nós, jovens espiritas, sedentos de conhecimento (os que forem) devíamos, a exemplo de kardec, pesquisar e selecionar melhor o que nos faz homens melhores. Aí entram as influências das idéias materialistas. Temas das músicas: Dominação sexual, Poder financeiro, Virtuosismo instrumental, depressão, sofrerose, baixa auto-estima...
Alguém aí mudou o index musical? Estou tentando...
Vou colocar um texto que o Saulo colocou no yahoo grupos:
"Bom dia a todos.
Ontem tive a grata alegria de ver outra entrevista de um pedagogo que ainda não descobri o nome mas que me chama a atenção pela coerencia. Ele dizia em um trecho da entrevista: Estamos vivendo a cobiça por espaços vazios. Um MP3 player de 4Gb cabem 1000 e poucas músicas (e a maioria de nós não tem mil e poucas músicas para gravar) ainda sim precisamos comprar um MP3 player de 30Gb. A excessão das empresas um acesso de 1Gbits é velocidade que dá e sobra mas precisamos de um acesso de 8Gbits ... Mas isso não é novo quantas vezes compramos sitios em lugares aos quais visitamos uma vez a cada 10 anos simplesmente pelo status de ter um lugar vazio.
Em outro trecho ele trata do amadurecimento das coisas. Dizia ele: vivemos o anseio da novidade mas não mantemos o foco no novo, ou seja, vivemos o anseio da substituição, tudo tem que mudar e mudar rápido, por isso as coisas não tem tempo para amadurecer, por isso nossos jovens estão cada vez mais sem rumo. O conhecimento que angariam não amadurece, não sedimenta, as emoções que sentem não se estruturam pois tem que mudar rápido. Essa coisa de que o novo substitui o velho não é mais universal porque a novidade engole o novo que não tem tempo para se tornar velho e embora saibamos que a fonte da juventude não existe temos a impressão de que podemos fugir da velhice.
Fiquei pensando tudo isso frente aos trabalhos que estamos fazendo e frente a nossa condição de espírita. Será que tenho aproveitado todo conhecimento que adquiro na casa espírita ou nos livros ou todo esse saber é somente espaço vazio? Será que eu preciso frequentar uma casa que tenha 50 tarefas pelo status de frequentar uma casa que faz muita coisa mas sem que eu me envolva? Será que eu dou tempo do conhecimento que adquiri se sedmentar e se transformar em algo em meu coração ou vivo numa avidez irrefletida por novidades do mundo espiritual?
Bom eu queria dividir essas reflexões com vocês.
Beijinhos.
Saulo"

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